Site pessoal e portfolio de Bruno Ishikawa

Graduado em Artes, especialista em Design Gráfico

Mantenho distinção entre Arte e Design (louvando ambos).
Apaixonei-me por tipografia ainda na faculdade.
Mexendo com web desde a adolescência.
Escrevendo ocasionalmente neste e-zine.

Curriculum Vitae (pt-BR)

Arts Major, Graphic Design Specialist.

Has distinctive views on Art and Design (praising both).
Fell in love with Typography while still on college.
Been tinkering with web programming since youth.
Writes occasionally on this e-zine (portuguese).

Curriculum Vitae (En)

Acknowledgements

As this site has been receiving some foreign visitors lately, I must say I’m a little ashamed for it doesn’t offer any support to non-Portuguese speakers at all — even though images are the main focus of it.

In fact I haven’t updated this for a while now, mainly because of a lack of time and better CMS. I still don’t know if I will stick to my stubbornness and struggle to implement a Google Translator API or simply go with a smarter choice, like installing WordPress or Drupal.

Either way, thou shall not pass unnoticed from now on.

Português: velho problema com a interface e a falta de tempo; pensando na remodelação do site e instalar API do Google Translator. Fim.

Update: While I finally decided to install WordPress, unfortunately the Google Translate API became a paid service. I’ll try to keep posting in English when relevant.

16/11/2011 – Tags: ,


Belle and Sebastian @ Via Funchal

Demorou 10 anos para que a banda voltasse ao Brasil, e certamente sua fanbase aumentou muito desde então, em meio a crises, a consequente saída da Isobel e mudança de direção no som — mais “alegre”, dir-se-ia. Nem me arrisco tanto ao dizer que tal mudança deixou a banda mais acessível ao público que não tem o costume de usar pulôveres e cachecois no verão: os indies que me perdoem, mas Belle and Sebastian é mainstream faz tempo e, a princípio, não há nada de ruim nisso. Afinal, os três últimos discos tem sido bem recebidos tanto pela l33t p4kiana como pela crítica de massa em geral.

No show da quarta-feira, tal ambivalência pôde ser notada no setlist que, eximidas de questões pessoais (e.g. aquela música do disco x é bem melhor, etc), distribuiu bem as músicas das diversas fases da banda. Colocando em extremos, a plateia pulou com fervor (adjetivo inusitado) tanto em Write About Love quanto em The Boy With the Arab Strap, e com um rápido olhar era possível até diferenciar os fãs recentes dos mais antigos.

O aspecto comum nas escolhas, de fato, foi na preferência pelas músicas mais animadas, mais “de dançar”, o que é até compreensível. A impressão é de que tem havido uma tentativa, inconsciente ou não, de reverter o semblante blasé que sempre permeou a banda — injustificadamente, diga-se de passagem. Não bastasse isso, a [des]acústica do Via Funchal e os gritos histéricos tornavam impossível apreciar os poucos momentos em que as sutilezas de canções como Lord Anthony e The Fox in the Snow (o ponto alto do show, na opinião deste) pudessem ser devidamente apreciadas. Nas demais, o que saía dos alto-falantes era uma massa quase indistinta de sons, uma gororoba musical, ainda que de caviar.

Sobre a performance, não há muito o que dizer. São todos excelentes músicos — o trio de cordas, mais uma vítima da acústica, infelizmente virou mero ornamento de palco –, Stuart e Stevie são simpaticíssimos e proporcionaram bons momentos à plateia, que provavelmente voltou para casa satisfeita. A nota zero vai pro Funchal que, sinceramente, não sei como ainda consegue se levar a sério. Pelo menos sempre haverá o If You’re Feeling Sinister: Live At The Barbican para ouvir com as imagens e o sentimento do show.

11/11/2010 – Tags: , , ,


Just a Fest @ Chácara do Jockey

Estou bem atrasado, mas resolvi escrever um pouco sobre o show do Radiohead. Em geral não acompanho muito a repercussão dos shows nos quais vou, mas pelo que li e ouvi até agora, não soube de ninguém que não tenha gostado. Infraestrutura à parte (local pouco acessível, alimentação, a infame hora da saída), creio que não houve por que não sair ao menos satisfeito com o festival.

Já tinha visto dois shows do Los Hermanos, e pelo que pude ver dessa vez, não houve novidades além da Cher Antoine. A ressalva que tenho em relação à eles é que ou o som geralmente não está muito bem equalizado, ou eles não tocam muito bem ao vivo. O fato é que foi um show emocionante para os fã-náticos e decente para as demais pessoas — salvo os haters, que não eram poucos.

A apresentação do Kraftwerk me impressionou bastante, já que nunca tinha dado muita bola para eles. A música funciona em perfeita harmonia com as projeções, que ilustravam as épocas de cada música. Aliás, foi nelas em que notei a força que os símbolos (“radioativo”, Trans Europe Express, Autobahn) exerciam, projetados em uma escala tão grandiosa. Na hora não pude deixar de lembrar da suástica e o nazismo, afinal esse deve ter sido o branding mais eficaz da história (piada né). De qualquer jeito, foi uma experiência incrível e fico feliz por usaram o estratagema para o bem da música.

Pontualmente (e como não seria?) às 21:30 o Radiohead entrou. Como tantos outros, eu havia esperado quase toda uma vida por aquele momento, e só acreditei que ele estava de fato a acontecer quando ouvi as primeira batidas de 15 Step. O Ed até tentou puxar as palmas, mas acho que o pessoal não conseguiu seguir o 10/8. Uma pena. [Por falar nas palmas, não tenho como não comentar da vergonha que foi ouvir algumas pessoas batendo palma no começo de Exit Music. Na hora do show, até fiquei em dúvida, mas quando vi a gravação no Multishow tive quase certeza de que o Thom atrasou o ritmo de propósito. Bom, coincidência ou não, acho que eles se tocaram] A sequência inicial de músicas foi bem empolgante, o que foi bom para pular bastante e diminuir um pouco a dor na lombar, de ter ficado tanto tempo de pé (sim, sou idoso). Arrisco a dizer que o In Rainbows é o melhor disco deles para ser tocado ao vivo. Até faz sentido porque é um álbum bem “cru”, segundo os próprios.

O resto do setlist seguiu sem surpresas em relação aos shows no México, a não ser pelo trechinho de True Love Waits que o Thom cantou na preparação de Everything In Its Right Place. Estava doido para ouvir Pyramid Song e There There, os quais foram alguns dos pontos mais altos do show. A única decepção, se posso usar essa palavra, foi deles não terem tocado How to Disappear Completely, quem sabe da próxima?

Como esperado, as músicas mais conhecidas, como Karma Police e Fake Plastic Trees, ficaram praticamente inaudíveis por conta da descortesia da platéia em ficar berrando as músicas. De qualquer jeito, eu não estava com tanta vontade de ouvir essas, mas devo confessar que achei Creep fantástica, mais pelo jogo de luzes do que pela música em si. Um ótimo, melhor do que Fantástico (pegou?), jeito de fechar uma noite de domingo.

06/04/2009 – Tags: , , ,


Tipographpia

(trocadilho infame)

No trabalho final de tipografia, depois de vários contratempos acabei escolhendo a Futura. Aproveitei a simetria e a modularidade entre “b”, “p”, “o”, “q” e “d” para fazer uma composição. Não acho que tenha sido uma idéia lá tão genial, mas o que me animou mesmo foi o programinha que escrevi para criar as manchas, embora a versão original não contemplasse cores ou a simetria completa (vertical e horizontal). Estou planejando em fazer uma versão em que se possa exportar o padrão em uma imagem .png, além de escolher cores, etc. Isso em um futuro beem distante.

Programa

04/03/2009 – Tags: , , , ,